Os desconhecidos em minha vida, e todos que me passam, são os que dormem e acordam comigo. Dividem sonhos e madrugadas, seus olhos, sua pele e seu tempo já são meus. Vivemos em uma intensa e complexa relação entre o conhecido e o totalmente desconhecido. Sei dos seus possivéis sentimentos mas, nada além de palavras...
Em todo este tempo eu cresci com você, e compartilhamos tanto que não pode ser quantificado ou mensurado. Quando passarmos um pelo outro não se esqueça das palavras, os sonhos. Da-me aquilo tudo em um instante só, como velhos conhecidos. E teremos um tempo intocavél para nós lembrar. Eu não quero falar contigo, eu gosto é de pensar em ti quando estou sentada sozinha. Eu te esperarei, não tenho duvida alguma de que vou te encontrar ainda. E terei cuidado dessa vez para que não seja apenas desconhecido. Para sempre, meu nobre desconhecido.
-- costurando
Olha, será que é uma estrela, será que é mentira, será que é comédia, será que é divina a vida da atriz. Se ela um dia despencar do céu, e se os pagantes exigirem bis, e se um arcanjo passar o chapéu, e se eu pudesse entrar na sua vida...
quarta-feira, 21 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Poesia em cores e tons
Entre linhas, cores e tons
Diferente de tudo que já vi
Textos sublimes, em desenhos reconheci
Imensuráveis e perceptíveis dons
Retratando estrofes e rimas intercaladas
Descrevendo soneto em imagem
Espremendo da crônica a margem
Fazendo poesias em pinceladas
É visível em cada memória e esquina
Retratos feitos por um homem cético
Que têm mais de poético
Do que qualquer um imagina
Criando métricas em tinta nanquim
Em luz e sombra, transforma versos
Com sentidos próprios ou inversos
Acabou por despertar encanto em mim
Diferente de tudo que já vi
Textos sublimes, em desenhos reconheci
Imensuráveis e perceptíveis dons
Retratando estrofes e rimas intercaladas
Descrevendo soneto em imagem
Espremendo da crônica a margem
Fazendo poesias em pinceladas
É visível em cada memória e esquina
Retratos feitos por um homem cético
Que têm mais de poético
Do que qualquer um imagina
Criando métricas em tinta nanquim
Em luz e sombra, transforma versos
Com sentidos próprios ou inversos
Acabou por despertar encanto em mim
terça-feira, 13 de julho de 2010
A mais bonita.

Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar
Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei.
Refúgio
Há tempos que eu me escondo por trás das suas palavras. Palavras essas que me confortam, pela verdade - bêbada ou não - que carregam em si... e por me fazer sentir, através delas, resquícios de você.
Me perco no tempo e termino por mergulhar nesse passado que, apesar de não tão distante, acabou por tanto me distanciar de você...
Quando penso já ter esquecido de tais palavras, ou acho que acabei sufocando-as em meio a tantas outras, me pego lendo mais uma vez, na memória, tudo aquilo.
Aquilo que tanto me fazia bem e que me livrava de parte desse peso que é viver.
Aquela época em que meu sorriso se fazia mais puro e minh'alma mais leve.
É incrível o bem que me faz pensar em tudo o que passou... como também é incrível a angústia que permanece dentro de mim, perguntando se tais palavras ainda são válidas ou não.
Me perco no tempo e termino por mergulhar nesse passado que, apesar de não tão distante, acabou por tanto me distanciar de você...
Quando penso já ter esquecido de tais palavras, ou acho que acabei sufocando-as em meio a tantas outras, me pego lendo mais uma vez, na memória, tudo aquilo.
Aquilo que tanto me fazia bem e que me livrava de parte desse peso que é viver.
Aquela época em que meu sorriso se fazia mais puro e minh'alma mais leve.
É incrível o bem que me faz pensar em tudo o que passou... como também é incrível a angústia que permanece dentro de mim, perguntando se tais palavras ainda são válidas ou não.
Queime depois de ler (hoje)
Lá fora está frio, e você ainda está perdida pelas ruas com os olhos borrados de lápis, sua botinha preta e guarda-chuva rosa. Desista de procurar nas esquinas, cafés e cinemas à boca mais quente e o espírito mais generoso. Venha ! Porque hesita? Porque todo este charme? Ainda não ouço os seus passos perto da minha porta. Não se preocupe, eu comprei aquela bebida forte que você adora, um edredom e uma cama repleta de sonhos juvenis..
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Mas acontece que sou triste...
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que sou triste...
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que sou triste...
Casa no Campo

(Poesia que eu dedicado a minha mãe)
Um dia você terá uma casa no campo
Onde poderá ver a paisagem verde
As flores enfeitando seu dia
Brincando num simples balanço
Vai poder correr pela sua varanda
Jogar o chapéu de couro para o alto
Balançar seus cabelos e depois de caminhar a pé
Sentar-se à mesa no fim da tarde para saborear seu café
Um dia você terá uma casa no campo
Com as noites cobertas de estrelas brilhantes
Sentir a brisa fresca que beija as folhas
E pensar porque não escolheu viver assim antes
Um dia você vai sorrir
Em sua casa no campo
Colherá frutas frescas no pomar
Frutas doces como o brilho do seu olhar
Nas manhãs de primavera se encantará
Ouvindo o cantar daquele canário
E como o outro lindo pássaro
Voltará a voar, a sonhar
Um dia você vai brincar no balanço
Na sua casa de campo
E verá aquela vila tranqüila lá longe
E nunca mais se lembrará do seu pranto
Um dia você vai ser muito feliz
Feliz como um simples
E doce acalanto
Na sua casa no campo
Para ele
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?" Fernando Pessoa.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Poesia Poesia
Não sei sentir
pelo contrário
só sei fingir.
E minto tão bem
que me engano sempre
esqueço que sou de alguém
faço de mim mais uma na gente
Nada de vocabulário fino
no momento sou frieza
e se duvidarem de mim avise
que confirmarei com clareza
Vai pro outro lado
saia logo de perto
pego antipatia rápido
desconheço o certo.
E não vou mais falar
refletir ou pensar
pode cair o céu hoje
mas me esqueça.
Não quero mais azar
sem receber em troca
um pouco do que é amar.
pelo contrário
só sei fingir.
E minto tão bem
que me engano sempre
esqueço que sou de alguém
faço de mim mais uma na gente
Nada de vocabulário fino
no momento sou frieza
e se duvidarem de mim avise
que confirmarei com clareza
Vai pro outro lado
saia logo de perto
pego antipatia rápido
desconheço o certo.
E não vou mais falar
refletir ou pensar
pode cair o céu hoje
mas me esqueça.
Não quero mais azar
sem receber em troca
um pouco do que é amar.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Evaporar

Em qualquer lugar que esteja, serei fiel
Dentre as flores ou sobre o mar
No branco das nuvens ou do papel...
Onde quer que possam me achar
Tirando o sono, como cafeína
Servindo de inspiração pr'um desenho
Estampada como alma de menina
Não sei pr'onde vou, nem de onde venho
Quero ser respirada, tocada e sentida
Como o peso d'uma lágrima ou a leveza do ar
Para que se possa sentir a essência da vida
Serei a esperança eufórica da multidão vazia
E a solidão daquela caixa de fotografia
Porque quando morrer, eu quero virar poesia
Carolina
Carolina, nos seus olhos fundos guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei, que não vai dar, seu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar, é hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo, pela janela, ah que lindo
Mas Carolina não viu...
Carolina, nos seus olhos tristes, guarda tanto amor, o amor que já não existe,
Eu bem que avisei, vai acabar, de tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar, agora não sei como explicar
Lá fora, amor, uma rosa morreu, uma festa acabou, nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu.
Eu já lhe expliquei, que não vai dar, seu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar, é hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo, pela janela, ah que lindo
Mas Carolina não viu...
Carolina, nos seus olhos tristes, guarda tanto amor, o amor que já não existe,
Eu bem que avisei, vai acabar, de tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar, agora não sei como explicar
Lá fora, amor, uma rosa morreu, uma festa acabou, nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu.
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